Arquivo mensal: junho 2011

Novo Blues

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Como folha de papel branca e vazia… despia-me.
Despia-me das emoções, palavras, imagens…
A cor azul de seus olhos estava presente em cada letra
A cor azul também vinha do céu

Com imagens que lembravam a nossa troca de olhares
A cor azul era minha morada
Triste e talvez tranquila, ao som de um novo blues
Precisava disso… Um novo blues, sem a cor azul
Precisava de outra folha de papel branco…
Precisava de uma nova escrita, uma nova tinta
Que fixa-se à pele feito tatuagem…

Nada monocromático, ou estático.

Tudo em movimento, tudo technocolor.

Infância de Aquarela

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Alto!

Daqui a vejo… linda!

E que me traz lembranças de tempos inocentes…

Inocência perdida.

E hoje a luz que por sua transparência passa, já não me tocam mais…

Não tocam.

Os sinos tocam!!! Recolho-me…

Mas, dela vejo as cores… longe, alto… lembranças, cores!

Culpa do Vento!

Que ao longe leva minha aquarela…

Aquarela que transborda dela…

Toda minha infância em aquarela…

Pipa!