Arquivo mensal: março 2010

As Quatro Estações da Vida

Padrão

Chegou o outono. O verde vai sumindo lentamente, mas, não a esperança… A esperança de que amanhã ou depois as flores voltarão a colorir, e os frutos voltarão a alimentar os mais desejosos de sabor, de suculência, e também de sapiência. Mas, qual sua fruta preferida? E sua flor preferida? Qual?! Seria o girassol, em busca da magnitude energética do astro-rei, ou seria uma rosa branca, que transmite sua alva paz? E para onde você olharia primeiro? O curto tempo no relógio, ou a nuvem que dança suavemente pelo céu? E o que você escutaria mais atentamente: a água caindo de uma cachoeira ou o motor de um velho carro poluindo? Sem eufemismo? Não. Precisamos de palavras para alimentar a alma, de rodeios para acalmar os pensamentos, e de olhares para despertar um novo ou um velho amor. Será que também somos assim como as estações? As quatro estações que fazem o círculo manter-se vicioso, vai verão, vem outono, chega o inverno e reina a primavera, cada qual com sua harmonia… na mesma atmosfera. E nós, como somos? Também temos quatro estações na vida. Nascemos, crescemos, reproduzimos, morremos… e nascemos novamente? Ou não? O que acontece depois? Quem colherá os frutos semeados no outono? E como aquecerás no inverno, o amor conquistado no verão? E assim, voltará o outono, sem meia estação ou conexão, tudo é completo, tudo é cheio, nada é vazio. E o caminho é infinito.

Anúncios

CIRCO DA VIDA

Padrão

Sou um palhaço ou sou um malabarista?

Ora bêbado, ora equilibrista…

Numa tenda colorida, sob luzes que salpicam o negro céu da noite, a vida segue com olhos iluminados pela arte. Arte de fazer o impossível tornar-se realidade; na ilusão caótica de querer ser, e fazer-se ator da vida.

Sem cortinas, o cotidiano mostra-se ao público… numa apresentação do hoje, do agora; nunca do ontem e tão pouco do amanhã… Fecharam-se as cortinas e antes disso o aplauso. O aplauso da platéia ao espetáculo da vida. Vida esta que ora bêbada, ora equilibrista… Ora rei, ora ladrão… Ora platéia, ora artista… com o coração ao vento… onde vai leva a inquietude… nos ventos, nas tempestades, nos furacões, na gota de orvalho a brilhar no gramado…

Vai inquietude embora… e traz de volta o ser amado!