Arquivo mensal: dezembro 2007

Flor de Lótus

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__Por Jeniffer Delfes

O monstro esconde a ternura em seu coração

O belo esconde a fraqueza por sua beleza

Um som de trovão

Antes da iniciação, antes da chuva molhar

A maior tormenta que faz a flor germinar

Mas, quando o sol surgir, tudo irá florir

E a sua vida eu irei colorir

Com sorrisos e abraços que quero somar

E com você dividir

A flor de lótus que nasce entre a lama

A flor pura de paz e energia que emana

O perfume que dela transcende na imaginação

Na luz do sol que queima minha pele e acende o meu coração

Quero marcar a beleza do seu olhar

Quero marcar o momento a te amar

Quero de seu bálsamo me perfumar

Para que você possa me desejar

Nunca desanimarei

Pois minha força será minha recompensa

E disso se convença:

Eu te pertencerei…

Imaginação Colorida

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__Por Jeniffer Delfes 

Chuva caindo, trovões e vento forte durante a noite atormentam. Mas, após a noite vem o dia, assim como depois da tempestade vem o sol daquele outono.

Uma leve gota de água da chuva cai de uma folha, na terra que ali sustenta o jardim. Um jardim tão escuro, tão triste, sem borboletas nem cores. Onde estão as cores? Foram levadas na última queimada, antes da tempestade.

 

Do outro lado da colina, crianças correm atrás de borboletas, colhem frutos de árvores pequeninas. E desta árvore cai outra gota: a gota dos sonhos, da esperança, da pureza. Que inunda de energia, colorindo flores e folhas.

 

Duas gotas de água idênticas, cada uma com sua função. No jardim das cores, crianças voando… Voando em sua imaginação colorida. Os néscios, por sua vez, são imóveis, sem cor, limitados…

 

Mas, qual é o seu jardim? Por favor, não desista de imaginar por causa do tamanho de uma colina…



Tulipa Azul

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__Por Jeniffer Delfes

Uma leve brisa toca meu rosto, com perfume de tulipa azul que o vento carrega. Sinto uma forte energia transmitindo alegria e calor. Olhos abertos para a imaginação. Imagem borrada, e não vejo o que está a minha volta. Ouço um som divino, como se fosse a melodia da natureza, finalizada ao som do trovão. Depois, um silêncio que inverte a situação.

 

Perfeitamente vejo o imperfeito. E o único som que ouço é uma lenta batida: “Tum… Tum… Tum…” que batida seria ainda, neste horrível lugar? Neste lugar onde há seres semelhantes? Ora caça, ora caçador. Semelhantes fisicamente, porém, com diferentes ideais e ações.

 

Estou tendo um sonho ou pesadelo? Céu ou inferno? Não vejo mais as crianças. Será que acabou a pureza, a ingenuidade? E as queridas avós, com seus bolos recheados de ternura? Nossa história está esquecida.

 

O mundo mudou. E não é o mundo que sonho… É o mundo em que vivo.

O planeta Terra não é azul…

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__Por Jeniffer Delfes

Temos muito a ver, ouvir e falar… Somos iguais no momento em que buscamos a paz e a felicidade. As diferenças ficam na raça, na religião, na profissão, no sotaque, na região em que vivemos. Mas, infelizmente, não está tudo em paz.

O planeta Terra não é azul… Que bom! Nosso planeta é colorido, tudo é diferente. A vida é melhor quando ajudamos, amamos, sorrimos, choramos de alegria. Assim podemos sentir o cheiro das flores, a brisa do mar, o vento soprando e a chuva molhando. Esta é a vida que queremos pra todos que sabem sorrir.

A idade não demonstra maturidade, isto é concedido pelas experiências, pelas leituras realizadas, aprendizado e trabalho exercido. O ser humano pertence ao mundo, e o mundo não pertence ao ser humano. Guerras, fome, sede, doenças, armas biológicas e químicas, matam! Alegria, esperança, companheirismo, fraternidade nos faz viver!

A PERSISTÊNCIA DA LINGUAGEM ESCRITA É PRECISA

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 __Por Jeniffer Delfes

O Pedagogo Mestre Educador, o professor Mario Osorio Marques foi incentivador da aprendizagem pela pesquisa, demonstrando em sua obra “Escrever é Preciso: O Princípio da Pesquisa” (Editora Unijuí, 2003, RS, 163 páginas) sua incrível habilidade na utilização de técnicas e formas de pesquisa, na busca do sentido de escrever com satisfação. Esta atividade é uma arte, onde a escrita ou a fala deixa de ser o próprio pensamento porque as interpretações são diferentes para cada leitor, sendo uma visão ampla e aberta de sua significância. É como ver um quadro do pintor Salvador Dali, onde sua denotação é variável em sentidos abstratos e reais, na busca da extravagância pela interpretação do tempo e da memória. O título desta resenha foi inspirado na obra deste famoso pintor espanhol, na persistência da escrita acadêmica numa visão precisa, moderna e dinâmica, sem rodeios, pois os ponteiros do relógio marcam o tempo em que devemos aproveitar com sabedoria.

 

A Persistência da Memória - 1934 - Salvador Dal�

 

 

“A Persistência da Memória” (1931) – Salvador Dali

 

 

Nos cinco capítulos que integram a obra, propositalmente, Marques leva o leitor a discernir o universo simbólico no sentido de escrever e ler. Pois, nada é acabado ou definitivo, a pesquisa é constante. Quanto mais conhecimentos se têm, mais queremos aprender; uma eterna busca do saber.

 

“(…) importa escrever para buscar o que ler; importa ler para reescrever o que se escreveu e o que se leu. Antes o escrever, depois o ler para o reescrever. Isso é procurar; é aprender: atos em que o homem se recria de contínuo, sem se repetir. Isso é pesquisar” (MARQUES, 2003, pg. 90).

Devemos provocar o pensar, não limitando o ato de escrever com a leitura de vários livros e planejamentos anteriores. Para que assim possa surgir a essência da escrita acerca do assunto escolhido.

 

O autor lembra da angústia nos primórdios do aprendizado de cada indivíduo, pois há aquele ritual e obrigação de escrever.

 

“Fomos induzidos a, desde o início, escrever bonito e certo. Era preciso ter um começo, um desenvolvimento e um fim predeterminados. Isso estragava, porque bitolava, o começo e todo o resto” (MARQUES, 2003, p. 13).

 

 

Este ritual é complexo, mas, o domínio e o uso de instrumentos adequados de linguagem facilitam e qualificam o processo de criação acadêmica, e isso é construído durante o aprendizado, na passagem de cultura, geração a geração, que ainda pressupõe um certo medo da escrita técnica.

 

Trabalho, consciência e linguagem são as condições que impulsionam o desenvolvimento humano, que através do processo da vocalização (transformação de um grunhido em som com significado) aprendemos que a representação na mente deva ser conceitualizada, e assim o homem terá consciência da necessidade da comunicação escrita.

 

“No decorrer da evolução do homem atual (…), aprendemos a transformar o instrumento em instrumento de trabalho (instrumento com objetivo determinado), a registrá-lo simbolicamente em nosso sistema nervoso central (aparecimento da consciência) e a denominá-lo (aparecimento da linguagem)” (BOCK, FURTADO e TEIXEIRA, 2005, p.175).

 

Devemos também observar que a linguagem escrita é perpetuada, garantindo assim a transmissão de idéias entre os povos, já a linguagem falada apenas, perde-se aos ventos sul ou leste, sem importar a direção ou razão, e muitas vezes sem correção, porém ambas de igual importância.

 

 

“Por isso, o escrever se situa nos limites do sonho, de todos os sonhos humanos, os da sujeição e os da emancipação, agudização da finitude na ânsia de superá-la nessa forma de linguagem que de contínuo supera a si mesma, ao contrário da fala, que prolatada, não se pode mais modificar” (Marques, 2003, p. 80).

A luz para começar a escrever está nas leituras e no tema escolhido, para assim contribuir com o desenvolvimento da escrita. Mas, não enrolar com a leitura de centenas de livros, deixando o papel em branco, pálido, sem a tinta da caneta e idéias que somente com o simples início do ato de escrever amarram-se umas às outras nessa fluidez de pensamentos soltos.

 

A reflexão sobre Sócrates, de Jayme Paviani, afirma o que Marques constitui em sua obra, com a intenção de abrir um novo horizonte, com amor à escrita de forma livre e sem traumas.

 

“Sua convicção reside no lema: só sei que nada sei. Ele não se considera um mestre, mas apenas alguém que ajuda maieuticamente descobrir a verdade que está dentro de cada um” (PAVIANI, 1993, p. 13).

 

A pesquisa está centralizada na busca rotineira de esclarecer e entender a problemática da educação. E assim, Marques o fez com muita destreza. O autor parece contar com um leitor já no início de sua escrita, caso contrário este teria dificuldades para desenvolver a inter-relação entre as diferentes metodologias do escrever para alguém conforme proposto na obra.

 

 

Considerações Finais

 

Essa fundamentação da escrita acadêmica traz de forma simples a fim de difundir um assunto tão especializado para o público em geral, e o leitor facilmente se convence de que aprender a escrever não é tão complicado como faz ver o ensino tradicional. É, antes de tudo, um fato natural, imanente ao ser humano; um processo automático, inevitável, como crescer. Consciente desse poder intrínseco, dessa tendência inata pela linguagem, liberto de preconceitos e do artificialismo do ensino limitante, o acadêmico poderá ter a palavra, para desenvolver seu espírito crítico e para falar por si com técnica e pesquisa.

 

A quantidade de citações faz com que o livro seja também um ótimo “manual” de referência de fontes sobre escrita acadêmica. Sempre que precisar relembrar das técnicas ou até mesmo uma motivação, o leitor pode ir às páginas, verificar as fontes citadas e consultá-las. Há citações importantes que simplesmente nos faz sonhar e escrever com facilidade, aptidão essa que adquirimos através de leituras e da ação do escrever.

 

Os estudos desse autor vêm somar aos nossos anseios, no sentido de mostrar que devemos ser autores de nossos pensamentos, não os deixando na memória, mas sim no papel ou no computador, para ser transmitido de forma segura aos outros indivíduos da sociedade.